Rancho Folclórico de Paço dos Negros
Embora a sua história ainda não seja muito longa, é decerto uma história rica, cheia de cultura popular, querer, gosto pela tradição e alegria de viver. Pois são homens e mulheres simples, na sua grande maioria jovens, que retirando algum tempo ao seu próprio tempo e de forma inteiramente gratuita, dão vida a este agrupamento folclórico e levam deste modo, o nome da sua aldeia de norte a sul de Portugal.
As raízes deste grupo remontam ao ano de 1983, na época das vindimas.
Um grupo de senhoras que gostavam de cantar e bailar, na sua hora de almoço divertiam-se cantando e dançando as modas de antigamente.
Conversando seriamente sobre o assunto, chegaram à conclusão que falando com outras pessoas seria possível fazer na nossa terra um grupo folclórico que a representasse condignamente, pois ligado à cultura do nosso povo nada de visível existia.
Após algumas conversas e reuniões de amigos, encontrou-se uma direcção e avançou-se para este projecto.
Procuraram-se os músicos e começaram então os ensaios a sério. Foram sete meses de trabalho árduo e intenso, mas o resultado foi muito bom. Organizou-se uma pequena festa para uma primeira actuação pública e o povo da nossa aldeia ficou feliz e contente. Este projecto mostrou que “tinha pernas para andar”.
A partir dali começou a difícil tarefa do trajamento, fizeram-se algumas recolhas junto da população mais antiga, pediu-se ajuda a pessoas ligadas ao folclore do concelho de Almeirim e passado pouco tempo tínhamos finalmente o nosso sonho concretizado. Era então o dia 27 de Abril de 1984, o dia da primeira apresentação oficial do nosso Rancho.
Hoje, ainda permanecem no seu seio algumas das pessoas da formação inicial, é nos dias de hoje um rancho folclórico em franca actividade. Com a sua história contada a cantar e as suas danças e músicas próprias, representa de forma digna e realista o folclore da charneca ribatejana, em especial o lugar de Paço dos Negros reguião sul da freguesia de Fazendas de Almeirim
Realiza anualmente, no primeiro fim de semana de Julho a sua festa de aniversário (três dias), onde se inclui o seu tradicional festival de folclore, no domingo à tarde.
Tem actuado por todo o nosso país e também nos EUA, França, Espanha e Porto Santo, na TVI e RTP1. Tem uma graça natural, quer seja pela beleza dos seus trajes tipicamente ribatejanos, como ainda pela rapidez com que executa as suas danças, chegando os seus executantes ao fim das mesmas quase sem fôlego tal é o ritmo imposto pelos tocadores.
Tem no seu brasão a alusão ao nome da sua terra – as ruínas do pórtico – e dois elementos envergando os trajes mais comuns do grupo. Rapariga com traje domingueiro, saia rodada vermelha, casaca de popeline ou riscado com aba, avental bordado ou com rendas e lenço da cabeça também bordado, meias brancas de renda e sapatos pretos. O rapaz também com seu traje domingueiro ou de passeio composto por calças à boca de sino pretas, camisa de popelina branca, colete, cinta, barrete e sapatos pretos.
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